Manifesto

Fiz este manifesto pela busca por dias mais artísticos e menos ortográficos.
Por mais presente e menos pretéritos imperfeitos; e presentes conjugados no plural.
Dias inteiros de memórias boas, de toque amável, amor inesgotável, riso solto, alma lavada, noites acordadas. Dias de sol e chuva.
Por mais complementos e menos termos acessórios para que a vida seja toda semântica e pouco, ou nada, sintática.
Trago o desejo de dias artísticos. Dias em que o trabalho seja guiado por mente e coração, e não, pelo relógio de ponto.
Grita em mim a vontade de uma rotina florida, de temperatura ambiente e alegria latente.
Por mais cores, amores e sabores! Desculpem-me o clichê e a rima pobre, mas é que preciso das cores, dos amores e dos sabores; ah, os sabores...
O sabor da primavera e do inverno, do destino a caminho, da segunda-feira doce (e jamais amarga), do despertar, do cochilar, do caminhar. O sabor dos sabores.
Por uma vida desenhada pela elegância de Michelangelo, a delicadeza de Monet, a astúcia de Da Vinci, o agito de Picasso, a ousadia de Tarsila, a força de Frida.
Um manifesto por dias mais artísticos e menos ortográficos.
Alegria, amor e significado.


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