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Uma conversa franca

Eu não gosto de mentiras, não suporto, aliás. Aí você me interrompe: "mas ora, D. Beatriz, me poupe, ninguém gosta". E eu lhe digo de volta: "gosta sim, aprova, e até faz também". E eu lhe provo, pelo menos essa é a intenção (e motivação) desse texto.

Já faz um tempo eu estava na escola bíblica e falávamos sobre mentira, um cristão não deve mentir. É pecado. Na minha concepção, ninguém deve. Mas aí eu, intrometida que nem sempre consegue ficar quieta, disse para todos: "mas, eaí, a sociedade está pronta para ouvir a verdade?. Se a pergunta é 'quem aqui nunca disse para o chefe que perdeu o ônibus quando na verdade perdeu a hora?', eu responso meu chefe está disposto a ouvir que o despertador tocou, eu desliguei e dormi de novo?". Acho que não.

Uns meses antes desse episódio do parágrafo anterior, eu estava procurando orçamentos no cabeleireiro. Falei com vários, decidi por um, o mais barato e que também faria um trabalho competente. Quando um dos que procurei veio me perguntar se já tinha me decidido, eu respondi "obrigada pela sua atenção, mas o seu preço está acima do que posso pagar". Levei de volta um "boa sorte". Assim, sem exclamação mesmo. Mas gente, eu só disse a verdade, queria o quê uma mentira doce, algo que não cutucasse a sua mansidão (profissional)?

Sinto muito, sociedade, mas eu não vou mentir apenas para que você se sinta confortável. 

Aquele ditado que a gente escreve no caderno da quarta-série "prefiro uma amarga verdade do que uma doce mentira" não é verdade, pelo menos a maioria, prefere uma confortável mentira do que ouvir de fato a verdade. Eu sei porque eu já disse que cheguei atrasada porque pedir a hora, e não o ônibus; eu já disse verdades que as pessoas devolvem (não pra mim, claro) com um "acredita que ela teve coragem de me dizer que eu cobro caro". Na verdade, eu só queria dizer para o cabeleireiro que eu que sou pobre mesmo.

Mais recente do que os outros fatos dos parágrafos acima, aconteceu uma conversa que não era bem mentira, mas, aos meus olhos, era pra lá de desonesta. Sabe aquele jogando verde pra colher maduro?! Oras bolas, na minha cara? Diga logo e pronto, sejamos honestos. Honestidade faz parte da verdade, se você não pode dizer claramente, será mesmo que você deve dizer? Depois desse dia, passei muitos momentos refletindo sobre o fato e resolvi ter uma conversa franca com você que me lê. O quanto você está disposto a dizer, e principalmente, a ouvir a verdade? A sociedade eu sei que não está. Me pergunto isso também, óbvio. Afinal, a conversa acima também me incomodou porque tinha uma ponta de realidade, na qual a culpada era eu.

foto: Guto Maia/AE


E fazendo uma observação importantíssima: ser sincero, verdadeiro e honesto não significa, de jeito-maneira, ser grosseiro. Tem uma galera aí que confunde sinceridade com tolerância-zero, não baby, você está errado. Falar com sinceridade está bem longe de falar com grosseria. Essas ideias estão atreladas no inconsciente social justamente pelo motivo que este texto está sendo escrito: (quase) ninguém está preparado para ouvir a verdade; alguns estão preparados para dizer, ou pensam que estão; outros confundem com a grosseria, mas quase ninguém ouve e aceita, de verdade.

Boa tarde, 2017. Pode Entrar.

Tentei escrever um texto no dia 31, não deu. Aliás, tentei por várias vezes durante o ano que acabou de acabar escrever textos para o blog e, não deu. Fui engolida por 2016 e parece que muitos por aí também. Isso, de certa forma, me tranquiliza, talvez não seja nada pessoal.

Sobre 2016...
A virada do ano foi bom, tudo começou bem, mas não durou muito, logo na primeira semana: rasteira. Ok. Levantemos. Então as coisas foram caminhando, melhoraram pacas, pioraram quase que na mesma proporção. 2016 foi um ano de surpresas, foi tenso e intenso. Tudo o que aconteceu ou foi muito bom ou foi muito ruim. Emoções em escala industrial, sacas? Sabe aquele papo de "pelo menos está com saúde", então, nem os exames médicos foram tão legais assim. Enfim, chegou no fim. Graças a Deus. Amém.

Eu não sou dessas que aguarda a virada do ano pra fazer algo. Nunca fui do time "ano que vem eu faço", geralmente não faço nunca ou faço logo de uma vez. Mas nessa rodada, até na virada do ano preferi acreditar, vai que dá certo. A minha música do ano é aquela do Tiago Iorc que o clip com a Bruna Marquezine deu o que falar, na verdade, mais especificamente, aquele pedacinho "o coração dispara, tropeça quase para". Incrível como serve para coisas boas e ruins. Esperemos um 2017 mais fácil. 

Sobre 2017...
Hoje eu abri meu Pote de Sorrisos, fui fiel a ele no começo do ano, mas assim como eu e tudo que me envolve, ele também foi engolido por 2016. Confesso que o deixei de lado boa parte do tempo, mas mesmo assim, rendeu-me lembranças boas nesse fim de tarde do dia 1º de janeiro de 2017, enquanto faço digestão de tudo o que comi no almoço. Recomendo, veementemente, que você faça um pote desses para o ano que nasceu, vai que dá tudo errado de novo, assim, não ficam apagadas as lembranças boas. Devemos nos apegar a elas.

Tenho planos para esse ano, muitas coisas boas estão por vir (Graças a Deus, de novo. E amém mais uma vez). Pretendo, de verdade, voltar a escrever aqui. Mas isso não é promessa, vai que não dá, não gosto de quebrar promessas. E, se não der, tomara que seja por coisas boas. (Amém, amém). Pretendo também dividir com vocês os momentos bons que rolaram em 2016, sim, eles aconteceram, falei lá em cima. E foram muito, muito, bons. Não sei se você gostam de ler, mas eu gosto de escrever, então, vou continuar.


Obrigada a vocês que estiveram comigo e com a minha família nesse ano que acabou, na parte boa e na parte ruim também. Obrigada por dispor de tempo para cuidar de nós, das nossas necessidades e dos nossos sonhos. Pessoas que estão no meu pote de sorrisos, foi ótimo viver momentos alegres com vocês.

Um beijo, um cheiro e um queijo,

Bia Baptista

Pote de Sorrisos

Eu estava tomando café da tarde ontem com uma amiga (benefícios de quem trabalha em casa) e ela me mostrou um vídeo no Youtube sobre o Pote de Sorrisos.

Funciona assim, a cada dia, você coloca um papelzinho dentro do pote com um acontecimento que lhe fez sorrir naquele dia. A moça do vídeo estava abrindo o pote dela do ano de 2015, eu aqui vim mostrar o meu pote de 2016.

Esse potinho era da minha bisavó, "furtei" ele da minha mãe, será mais especial ainda guardar sorrisos nele!
Yes, farei um para mim. E convido você a fazer um pra você também. Acho que vai ser legal para a gente. Por dois motivos:

1) Às vezes, estamos envolvidos em situações ou fases ruins da vida e não reparamos em pequenos milagres do cotidiano. Coisas que merecem ser contempladas e lembradas. Acho que relembrar o que aconteceu durante o dia será um excelente exercício, principalmente de agradecimento.

2) Acredito que, no final do ano, relembrar pequenos (ou grandes) sorrisos de meses atrás será enormemente gratificante e nos poupará daquela sensação de tempo perdido.


Bora lá, então? Me conta se você for fazer? Se quiser pode até mandar uma foto lá pela fanpage do blog!

O que é amor?

amor /ô/ v.t.: 1 é fogo que arde sem se ver 2 é ferida que dói e não se sente 3 é um contentamento descontente 4 é dor que desatina sem doer.

Quantas vezes você já pensou em definir a palavra "amor"? E quantas dessas vezes você conseguiu fazer isso, digamos, com êxito? Difícil, não é. E este texto não tem a pretensão de consegui-lo, mas sim, e talvez, de falar sobre. 

O dicionário define amor como substantivo masculino, mas pra mim ele é verbo transitivo. Desses que tem complemento e que quanto mais complemento tiver, mais significado. Amor é trato diário, quer dizer, nem sempre diariamente, mas com certeza regularmente. Também tem aquele amor que vive longe, que não se vê, mas que sempre vibra com um simples toque do pensamento.

Tem gente que acha que amor é coisa de mulher. Eu acho que amor é coisa de todo mundo para todo mundo. De homem pra mulher, de mulher pra homem, de mulher pra mulher, de homem pra homem, de menina pra mulher, de menino pra menina, de homem pra menino, de bicho pra gente, de gente pra bicho, de bicho pra bicho... É fração exponencial (eu não me lembro exatamente o que significa isso, mas este termo me faz pensar em um resultado enorme que tende sempre a crescer). 

Uma palavra que combina muito bem com amor é respeito. Parece até que eles se amam de tanto que andam juntos. E aí eu penso que o amor pode ser bem maior do que este que já falei até aqui. O amor-respeito atravessa fronteiras e gerações. E eu quero que você entenda respeito em todos, todos, os passos deste mundo.



Além disso, o amor é perseverança. Até as mocinhas da novela tem que perseverar no amor, imagina a gente que não tem maquiador particular. Perseverar é a chave para o caminho de um amor que dura muito mais do que se pode crer. Sabe o felizes para sempre? Seria clichê demais dizer que ele não existe. Então, lhe digo, ele existe, mas tira férias de vez em quando.



Este tema foi proposto pelo grupo de blogagem coletiva Rotaroots que promove uma blogosfera unida e com raízes.

Lápis de cor, bicicleta, bombom...

Sabe aquele novo vício que está rolando por aí entre as pessoas adultas e estressadas?


Pois então, hoje eu vim lhe contar que de novo este vício não tem nada e, também, que lápis de cor é viciante mesmo. Não se sinta culpado, caro amigo adulto estressado.


Em 2012, não me lembro bem o porquê, decidi que queria pintar. Imprimi uns desenhos buscados no Google, comprei lápis de cor e comecei a pintar.




Você com certeza já fez isso quando era criança na escola, nem que fosse obrigado você já fez isso. Eu já faço a um tempo, já tenho uma porção deles. O vício já foi maior um dia, confesso, mas ainda de vez em quando eu me arrisco. O problema é que quando começa é difícil parar.

O "causo" é que eu queria dizer para você que, se você não tiver 29,99 para comprar o livro, é só digital no Google "desenhos para colorir" que você vai achar quatrocentrilhões lá. Dá para imprimir em casa e brincar de ser criança. Eu não tenho o livro, mas garanto que isso é tranquilizante de fato.


Fora essas duas opções, nas bancas de revistas, você também acha aqueles livros de criança para colorir. Meus sobrinhos ganharam um almanaque da Mônica essa semana que, ó, tive que me segurar pra não furtar o livro das crianças. 

Essa foi a primeira "obra de arte".


E as outras.



 Sem contar que se você for mãe/pai (ou tia como eu), é uma ótima atividade para fazer com os pequenos. Mas aí já não é mais tão tranquilo assim. Mas é bom também, eu sempre tenho companhias.


Eaí, vamos colorir?


Gema mole ou gema dura?

Neste post aqui contei para você que este ano tem trazido muitas mudanças. Várias realidades com as quais eu não convivia estão fazendo parte da minha rotina. Uma delas é a loja, e você já sabe. Outra delas é que, por causa da loja, eu estou convivendo mais com as crianças aqui de casa: Miguel, Ariel e Gabriel.
 
Trabalhar em casa te traz uma certa flexibilidade de horário, permitindo que coisas aconteçam na sua vida, como ir ao shopping na segunda-feira com sua irmã, porque ela trabalha em outra cidade e lá era feriado. Ou então, buscar as crianças na escola.
 
Bom, quem tem crianças sabe bem sobre a guerra na hora da comida. Particularmente o Gabriel tem um sério problema para comer. E, quase todo dia (ele tem melhorado, verdade seja dita), é preciso soltar aquela ladainha "você tem que comer por que faz bem", "seu corpo precisa de nutrientes", "não separe comida no prato", "você deve comer tudo o que lhe é servido", "você deve agradecer o que tem" e por aí vai.
 
Guarde estas informações.
 
Outra novidade na minha vida é que eu voltei a ser catequista. E dias desses, falávamos sobre como Jesus era porreta (com todo respeito, claro, e não com essas palavras para a crianças, claro de novo). Isso porque, Jesus era um homem que falava e fazia, ele ensinava que devíamos amar os pequenos e ele fez isso, se aproximou de quem era marginalizado.
 
Guarde esta informação também.
 
Eu tento na minha vida me tornar um ser humano melhor, em toda a complexidade que isso pode abranger. E, para mim, viver uma vida verdadeira é o caminho. Enfim, juntemos todas as partes desta história, antes  que você desista dela.
 
Na semana santa, euzinha aqui, decidi que não comeria carne. Um certo dia desta mesma semana, almoçando na casa do namorado, ele se prontificou a fritar um ovo para mim: "Gema mole ou gema dura?". Dura, sempre dura. Gema mole nunca. Ok. Acontece que, quando cheguei a mesa ele disse: "Olha, eu fritei dois ovos e só uma gema ficou dura, a outra não deu certo". Pausa para o pânico.
 
Eu não gosto de gema mole, não dá, não rola, não como. Ou não comia. Eu disse, sem graça, que tudo bem e comecei a comer pelo arroz e feijão. Pensei em explicar que realmente não gosto e que, apesar de estar agradecida com o cuidado, não comeria. Mas desisti. E dei uma garfada na D. Gema Mole que escorreu pelo meu arroz. Pensei de novo em desistir e lembrei de todas as informações do início deste texto.
 
Bem, eu comi tudo o que me foi oferecido, agradeci pelo o que tinha, sofri com a comida que não me agradava e fiquei pensativa naquela história "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
 
 
ps1.: meu namorado não sabia disso até então.
ps2.: não, eu não pretendo voltar a comer ovo com gema mole.

A decoração mais linda

Então, tudo bem com você? Aqui a coisa anda meio atrapalhada e, pra ajudar, meu computador resolveu que não vai ligar. Já pedi por favor e não resolveu. Peguei o computador do namorado, e cá estou para prestar satisfações de um certo sumiço. 

Mas a semana é de comemorar (domingo foi aniversário de um ano do blog e amanhã é o primeiro mesversário da loja), vim mostrar a festa mais linda que eu já vi e pude ter. Você já está careca de saber que eu gosto de decorar festas e esse "talento" foi se aperfeiçoando junto com os aniversários dos sobrinhos que, por mais simples que sejam, nunca passam em branco. Lembra da festa do ano passado?

Pois então, este ano no meu aniversário, eu que ganhei uma decoração! Foi assim, eu não estava muito animada para fazer festa. Detesto admitir, mas eu sou emotiva (não sei se esse é o adjetivo correto, mas) se uma coisa não está bem, não consigo fazer de conta que está tudo legal e pronto. Então, não queria preparar decoração e tudo mais. Na verdade, só fiz uma comemoração (pequena) porque o namorado insistiu.

No dia anterior ao da "festança", eu separei umas tulipas de tecido que tenho, pintei meu "B" que ainda não tinha visto a cor da tinta e separei umas bexigas. Na hora da festa, a única coisa que fiz foi pedir, enquanto eu preparava outras coisas, para que o Miguel (um dos sobrinhos) enchesse algumas bexigas para mim.

Quando sai do banho e fui lá fora me deparei com a decoração mais linda! O Miguel tinha feito bolinhas de canetinha em todas as bexigas, só porque eu gosto de joaninhas. O Ariel (o outro sobrinho) tinha surrupiado um vasinho da mãe dele para colocar as tulipas (que eu tinha deixado esquecidas) e ajeitado-as junto com o "B", um desenho, uma bandeja e a sua  (querida) taça de alumínio: "Reservado para a aniversariante do ano".





Desejo uma vida assim, cheia de significado, para mim e para você. E mesmo quando tudo parecer estar fora do lugar, que a fé persista.


1 ano de Pitanga Amarela - Os posts mais acessados


Ontem fez um ano que o Pitanga Amarela está no ar. Como é de se esperar da vida, nesse ano muita coisa mudou, sobretudo neste ano de 2015 em que "experimentação" tem sido a palavra mais presente. Tudo novo, muita coisa nova acontecendo.

Estou com algumas ideias para comemorar o aniversário do Blog e também da loja. Sábado fará um mês que eu comecei a empreender de verdade, com a cara e a coragem. E, ó, vou te contar uma coisa, nem tem muito tempo e eu já me descabelei vaárias vezes. É bom, muito bom. Mas é difícil, muito difícil. Esta experiência está, obviamente, no meu cardápio de novos sabores de 2015. Um dos meus pratos favoritos, confesso, rs.

Para começar, eu pensei em elencar o #Top5 do Pitanga Amarela. Os cincos posts mais acessados até hoje, tipo MTV sabe? Era/é na MTV que passa isso, né? Não sei. Enfim, acho que será legal para quem acabou de chegar, assim pode conhecer um pouco mais o Blog. E também para quem já está aqui desde sempre, assim pode rever e relembrar.


Top 5 Pitanga Amarela

#5: O Blog


Este é o post de apresentação do Blog. Ele fica em uma página especial, que dá para acessar do menu superior. A foto que o ilustra me foi enviada por um amigo, ela já apareceu (e aparecerá) muitas vezes por aqui, não só porque tem uma pitanga amarela nela, mas também porque foi presente, aqueles despretensiosos, que chegam de surpresa carregados de carinho.

#4: {Música} Amo nossos cachos


Este post é muito legal! A ideia de publicar a foto das meninas surgiu depois que eu já tinha feito o post e foi uma das melhores ideias que já tive para o Blog! Todo mundo participou e gostou.

#3: Eu, por mim


Este também é um post com lugarzinho cativo no menu do Blog. No começo, escrevê-lo foi um desafio, mas depois, ficou uma delícia. E a receptividade de todo mundo foi muito legal também.

#2: {DIY Coletivo} Luz, câmera... ação!


Este texto é fresquinho, não tem nem dez dias que foi ao ar. Ele é a minha primeira participação no grupo DIY Coletivo que eu adorei participar, todo mundo bem receptivo!

#1: Amor com cheiro de cidreira - minha compra na Toda Coisinha


E o primeirão dos mais acessados é este post em que eu contei a minha experiência de compra na loja Toda Coisinha. Era um post que eu estava ensaiando para escrever e quando saiu foi só sucesso, até a Zilah (dona da loja) compartilhou o link na sua fanpage.


Uma vez me disseram que eu escrevia bem e eu acreditei. Hoje, escrevo por aqui. Sou do tipo que gosta de papel e caneta, mas este espaço virtual tem preenchido meu coração. Fico super feliz quando vejo que tem visitas no blog, curtidas ou comentários. Tudo isso é reconhecimento! E quem é que não gosta, né. Escrever no Pitanga Amarela é um prazer para mim! 

Obrigada por estar por aqui, por me acompanhar. Fique à vontade e volte sempre! 
Um abraço, com carinho,

Bia

A buzina e a inversão de valores

Sempre que vejo um absurdo no mundo lembro-me daquela música "o mundo está ao contrário e ninguém reparou". 


Pois é, para mim, a buzina é uma prova da inversão de valores desta sociedade que habitamos. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, a buzina deve ser acionada  para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes. Em outras palavras, é para ajudar o outro, alertar de um perigo iminente.

Agora, pensa comigo, das várias buzinadas que você ouve no trânsito todo santo dia, quantas, me diga quantas, são para afastar um perigo? Na maioria, é para conseguir que o xingamento chegue aos ouvidos dos outro condutor, coisa que a voz não faria. Ou então, para que o outro olhe para você e, aí então, você possa xingá-lo.

Claro que o trânsito está horrível, insuportável. Mas é aquela velha história, é feito por cada um de nós, e a mudança tem que acontecer em cada um de nós; sem novidades, galera. Se cada um dirigisse do jeito que diz que dirige, era para tudo estar bem melhor, né não.

Voltando à relação entre os valore e a buzina, não esqueci de que coloquei os dois no mesmo balaio. O sinal sonoro que tanto me assusta no trânsito (toda vez que ouço uma buzinada é um gelo no estômago, mesmo que ela não seja para mim) foi feito para ser bom e, no entanto, hoje em dia não tem nada de bom. O mal anda predominando, e todo mundo acreditando que assim está certo. 

Vamos lá, pelo básico: Natal é só presente, sexta-feira santa virou feriado prolongado para ir à praia, Páscoa é chocolate, buzina é xingamento. E por aí vai. Policial morre por bandido e é tudo normal. Bandido que morre é trabalhador. Aluno quebra a escola e está tudo bem. As crianças que decidem como tudo será em casa. Na minha época, quem mandava era mãe e pai; e aí daquele que questionasse. 

Não defendo uma posição unilateral, jamais. Mas defendo que é preciso estabelecer a ordem. Sem ela, jamais chegaremos ao progresso.

Organizando a casa

Se você acompanha o blog já está sabendo que quarta-feira dessa semana eu inaugurei uma lojinha do blog, né?! Se você não sabe, clica aqui no post de segunda e de quarta pra ficar por dentro dos babados.

O fato é que já tem um tempo que fico pensando nesse assunto, principalmente quando as pessoas me dizem: "Você tem um blog? Que legal! Do que é o seu blog?". Depois de um momento de silêncio, nunca sei direito o que responder. Uma vez uma amiga, sabiamente, respondeu por mim: "Por enquanto, é sobre o eu-lírico dela". Adorei a resposta, achei poético. Obrigada, Stephanie.

Acontece que, como o meu eu-lírico, estou achando que por aqui está tudo meio bagunçado, muita informação. É tipo o meu quarto, tá bagunçado, mas tem gerência. Meio como a minha vida. Bem, não dava para o blog ser lá muito diferente.

Mas com a inauguração da loja e com os planos que tenho traçado para a loja e para a vida, é preciso botar um pouco de ordem no barraco. Então, a partir de hoje, você verá mais posts sobre artesanato e decoração. Vou também falar mais de sustentabilidade, assunto que eu me interesso muito e quero inserir cada vez mais na minha vida, no meu blog e na minha loja. 

Os outros assuntos também acontecerão, mas com menos frequência, meio que quando der vontade, porque também se eu encher de regras, vai ficar sem graça demais pra mim. Isso tudo não deixa de ser o meu eu-lírico, pode acreditar que eu sou feita disso aí mesmo.


Ps.: Mais tarde, vai ter surpresa na fanpage: o primeiro sorteio do blog/loja! Vai lá, não perde não.

Minha loja, minha vida

Não, não é um programa novo do governo, são só as novidades que estão rolando por aqui.

Se você acompanha a fanpage do blog (se não, já clica aqui e curte lá), já está sabendo que agora o blog tem um domínio próprio. Yeah! \o/ Eu fiquei muito feliz com esta novidade, já fazia um tempo que eu tinha esta vontade, mas estava ponderando algumas coisas para ter certeza de como fazer.


Agora você acessa o blog assim, facinho: www.pitangaamarela.com (é sem o "br" mesmo). Sai contando pra todo mundo pra geral ficar sabendo da novidade e eu ganhar milhões fazendo propagando no blog. Beleza, falô?! Rsrs...

A outra novidade não é surpresa, pelo menos eu acho que não. Já falei algumas vezes por aqui (e aqui também), pelo Facebook e pelo Instagram que eu estou trabalhando para o blog/eu termos uma loja. Tudo isso faz parte de uma busca de se trabalhar com amor e por amor. Claro que todos temos conta a pagar, mas a vontade de fazer os dias mais leves e com mais significados é gritante em mim, e esse foi o jeito que encontrei de fazer isso. Na loja estou reunindo as coisas que gosto de fazer: artesanato, costura, decoração, pintura, criação, reutilização de objetos, ideias sustentáveis... enfim, ela ainda está nascendo e tem muito para crescer e desenvolver. 

Quarta-feira, dia 11, será o dia. A loja entrará no ar (tipo, programa da Globo) às 10h, e eu espero você para tomar um chá com bolo comigo. O endereço será: loja.pitangaamarela.com. Facinho também! E ainda vale a máxima de contar pra todo mundo pra eu ficar rica. Tô precisando, gente. Rsrs.

Ballerina

Este post é só para a segunda não ficar vazia e para contar que hoje eu volto para o balé





Exposição do Castelo Rá-Tim-Bum

Parece clichê, mas segunda-feira eu realizei um sonho. Sempre, sempre mesmo, quis conhecer o Castelo Rá-Tim-Bum e ser da turma do Nino e ser uma das fadas do lustre... Ah, como era (e é) legal assistir ao Castelo Rá-Tim-Bum. Quando fiquei sabendo da exposição no MIS (Museu da Imagem e do Som), que eu nem sabia que existia, tive um mini-infarto e decidi que teria que ir lá. E fui. Na prorrogação, mas eu fui. No bate e volta, mas eu fui. E foi, simplesmente, incrível, indescritível, encantador.


Eu já estava aguardando as filas e a lotação, chegamos lá às 6h10 da manhã (tarde para o programado) e já tinha fila! Depois que nós, a fila nunca mais parava de aumentar e ficou enorme. Por volta das 7h20, o moço passou com a plaquinha dizendo que os ingressos estavam esgotados. Sério. Fiquei com receio de não conseguirmos entrar ainda pela manhã, porque já estávamos com passagem marcada para às 15h. Ó, vou contar um segredo, mas não espalha. Nós fomos com o pessoal que vai para São Paulo fazer compras, assim, a passagem saiu mais barata, e como teríamos que voltar no mesmo pé que fomos, veio mais do que a calhar (#ficaadica da economia). 


Mas para o nosso encanto, meu e do Anderson (meu companheiro de mochila e amor!), conseguimos ingressos logo para a primeira turma, mais ou menos umas 7h30 já estávamos entrando. O que foi ótimo, porque ficamos bem umas duas horas lá dentro e ainda assim sobrou tempo para mais passeio, já conto lá no final do post.


Lá dentro era muito, muito, muito bacana! Muito cuidado nos detalhes e também muitas peças originais (usadas nas gravações). Mas já peço desculpas de antemão, porque as fotos com flash são proibidas (como em todos os museus), como a iluminação não era a ideal e a fotógrafa muito menos, algumas/muitas deixaram a desejar, mas tá legal assim mesmo. Confere só.




Esse é o Porteiro original.










Tinham vários documentos como este: roteiros, cartas, fax, convites, notícias de jornal...























Sei que foram muitas fotos, mas foi difícil selecionar poucas (e olha que se comparado ao montante, até que isso daqui foi pouco). Deu pra perceber a cara de criança feliz/bocó, né. Então tá. Sai de lá extremamente feliz. Foi emocionante! Todo o meu amor pelo cara que teve essa ideia e, claro, para o meu amor que foi comigo até lá!

O Castelo Rá-Tim-Bum é o programa mais premiado da tv! E também o programa infantil de maior audiência da TV Cultura. Ele foi gravado de 94 até 97, mas ficou no ar por muitos mais anos (inclusive está sendo reprisado). Seu caráter educativo (tudo sempre tinha algo a ensinar para as crianças, inclusive algumas ideias originais foram modificadas para que ficassem mais educativas) foi um marco na história da tv, tanto nacional quanto internacional.

Saindo da exposição, fomos em uma loja Harley Davidson que tem bem em frente ao museu, só para passear mesmo. Depois, fomos de ônibus até a Sé para eu conhecer a praça e a igreja. 


Antes de seguir, pausa para o lanche (a fome era enorme).
Seguindo o passeio, descemos caminhando pelo centro de São Paulo (que lugar incrível!) até o Vale do Anhangabaú, passamos em frente ao Teatro Municipal (lindo) com direito a uma espiadinha lá dentro pela janela. Por fim, fomos até a Galeria (enorme) do Rock. Aí decidimos voltar, mas tinha uma garotinha com sua família no caminho.






Já sabia da exposição da Mafalda, mas como estava cogitando a hipótese de ficar muito mais tempo para entrar no MIS, nem pensei em visitá-la. Foi uma pena, porque teria sido possível. Mas deu pra dar uma espiada no que estava acontecendo e tirar mais fotos (estava paquita neste dia, desculpem-me por isso!).

Desconsiderem: cabelo bagunçado, cara de cansada etc etc etc.
Fim do nosso passeio. Já não tínhamos forças para mais nada, estava mais suada que a porta bandeira da Mangueira no final da avenida e com o pé pra lá de doendo. Pegamos o metrô, voltamos para o ônibus e comemos, porque era a única coisa ainda possível, hahaha.