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Uma conversa franca

Eu não gosto de mentiras, não suporto, aliás. Aí você me interrompe: "mas ora, D. Beatriz, me poupe, ninguém gosta". E eu lhe digo de volta: "gosta sim, aprova, e até faz também". E eu lhe provo, pelo menos essa é a intenção (e motivação) desse texto.

Já faz um tempo eu estava na escola bíblica e falávamos sobre mentira, um cristão não deve mentir. É pecado. Na minha concepção, ninguém deve. Mas aí eu, intrometida que nem sempre consegue ficar quieta, disse para todos: "mas, eaí, a sociedade está pronta para ouvir a verdade?. Se a pergunta é 'quem aqui nunca disse para o chefe que perdeu o ônibus quando na verdade perdeu a hora?', eu responso meu chefe está disposto a ouvir que o despertador tocou, eu desliguei e dormi de novo?". Acho que não.

Uns meses antes desse episódio do parágrafo anterior, eu estava procurando orçamentos no cabeleireiro. Falei com vários, decidi por um, o mais barato e que também faria um trabalho competente. Quando um dos que procurei veio me perguntar se já tinha me decidido, eu respondi "obrigada pela sua atenção, mas o seu preço está acima do que posso pagar". Levei de volta um "boa sorte". Assim, sem exclamação mesmo. Mas gente, eu só disse a verdade, queria o quê uma mentira doce, algo que não cutucasse a sua mansidão (profissional)?

Sinto muito, sociedade, mas eu não vou mentir apenas para que você se sinta confortável. 

Aquele ditado que a gente escreve no caderno da quarta-série "prefiro uma amarga verdade do que uma doce mentira" não é verdade, pelo menos a maioria, prefere uma confortável mentira do que ouvir de fato a verdade. Eu sei porque eu já disse que cheguei atrasada porque pedir a hora, e não o ônibus; eu já disse verdades que as pessoas devolvem (não pra mim, claro) com um "acredita que ela teve coragem de me dizer que eu cobro caro". Na verdade, eu só queria dizer para o cabeleireiro que eu que sou pobre mesmo.

Mais recente do que os outros fatos dos parágrafos acima, aconteceu uma conversa que não era bem mentira, mas, aos meus olhos, era pra lá de desonesta. Sabe aquele jogando verde pra colher maduro?! Oras bolas, na minha cara? Diga logo e pronto, sejamos honestos. Honestidade faz parte da verdade, se você não pode dizer claramente, será mesmo que você deve dizer? Depois desse dia, passei muitos momentos refletindo sobre o fato e resolvi ter uma conversa franca com você que me lê. O quanto você está disposto a dizer, e principalmente, a ouvir a verdade? A sociedade eu sei que não está. Me pergunto isso também, óbvio. Afinal, a conversa acima também me incomodou porque tinha uma ponta de realidade, na qual a culpada era eu.

foto: Guto Maia/AE


E fazendo uma observação importantíssima: ser sincero, verdadeiro e honesto não significa, de jeito-maneira, ser grosseiro. Tem uma galera aí que confunde sinceridade com tolerância-zero, não baby, você está errado. Falar com sinceridade está bem longe de falar com grosseria. Essas ideias estão atreladas no inconsciente social justamente pelo motivo que este texto está sendo escrito: (quase) ninguém está preparado para ouvir a verdade; alguns estão preparados para dizer, ou pensam que estão; outros confundem com a grosseria, mas quase ninguém ouve e aceita, de verdade.

Boa tarde, 2017. Pode Entrar.

Tentei escrever um texto no dia 31, não deu. Aliás, tentei por várias vezes durante o ano que acabou de acabar escrever textos para o blog e, não deu. Fui engolida por 2016 e parece que muitos por aí também. Isso, de certa forma, me tranquiliza, talvez não seja nada pessoal.

Sobre 2016...
A virada do ano foi bom, tudo começou bem, mas não durou muito, logo na primeira semana: rasteira. Ok. Levantemos. Então as coisas foram caminhando, melhoraram pacas, pioraram quase que na mesma proporção. 2016 foi um ano de surpresas, foi tenso e intenso. Tudo o que aconteceu ou foi muito bom ou foi muito ruim. Emoções em escala industrial, sacas? Sabe aquele papo de "pelo menos está com saúde", então, nem os exames médicos foram tão legais assim. Enfim, chegou no fim. Graças a Deus. Amém.

Eu não sou dessas que aguarda a virada do ano pra fazer algo. Nunca fui do time "ano que vem eu faço", geralmente não faço nunca ou faço logo de uma vez. Mas nessa rodada, até na virada do ano preferi acreditar, vai que dá certo. A minha música do ano é aquela do Tiago Iorc que o clip com a Bruna Marquezine deu o que falar, na verdade, mais especificamente, aquele pedacinho "o coração dispara, tropeça quase para". Incrível como serve para coisas boas e ruins. Esperemos um 2017 mais fácil. 

Sobre 2017...
Hoje eu abri meu Pote de Sorrisos, fui fiel a ele no começo do ano, mas assim como eu e tudo que me envolve, ele também foi engolido por 2016. Confesso que o deixei de lado boa parte do tempo, mas mesmo assim, rendeu-me lembranças boas nesse fim de tarde do dia 1º de janeiro de 2017, enquanto faço digestão de tudo o que comi no almoço. Recomendo, veementemente, que você faça um pote desses para o ano que nasceu, vai que dá tudo errado de novo, assim, não ficam apagadas as lembranças boas. Devemos nos apegar a elas.

Tenho planos para esse ano, muitas coisas boas estão por vir (Graças a Deus, de novo. E amém mais uma vez). Pretendo, de verdade, voltar a escrever aqui. Mas isso não é promessa, vai que não dá, não gosto de quebrar promessas. E, se não der, tomara que seja por coisas boas. (Amém, amém). Pretendo também dividir com vocês os momentos bons que rolaram em 2016, sim, eles aconteceram, falei lá em cima. E foram muito, muito, bons. Não sei se você gostam de ler, mas eu gosto de escrever, então, vou continuar.


Obrigada a vocês que estiveram comigo e com a minha família nesse ano que acabou, na parte boa e na parte ruim também. Obrigada por dispor de tempo para cuidar de nós, das nossas necessidades e dos nossos sonhos. Pessoas que estão no meu pote de sorrisos, foi ótimo viver momentos alegres com vocês.

Um beijo, um cheiro e um queijo,

Bia Baptista

Especial e específico

Cada pessoa ocupa um lugar especial e específico em nossa vida. É bem clichê, eu sei. Mas é bem isso também.

Essa é daquelas verdades que você ouve a vida toda, mas só toma consciência dela quando um start vem. Por um motivo ou outro, ele vem. É tipo um sentimento: aahh, é bem assim mesmo.

Por mais que você tenha irmãos e mantenha com eles uma boa relação, eles não substituirão um amigo, aquele que vem de outro berço e preenche um espaço no seu coração. Da mesma forma que a companhia de um amigo não substitui a companhia de um amor. Entende?

Não que um seja melhor do que o outro ou que seja mais necessário, mas é assim. Por exemplo, minha avó morreu há um pouco mais de um ano. Ela era a criatura mais "fora da lei" que eu conheci. Não tinha cara de vó, não se vestia como vó, fez faculdade (qual vó você conhece que fez faculdade?) e, definitivamente, não sabia cozinhar. Sabe aquela coisa, comida de vó? Então, eu não sei. Enfim, apesar de ser desse jeito só dela, ela se foi e deixou uma saudade que nenhum outro preencherá. Estando ou não nos parâmetros de vó.

Essa teoria serve também para pessoas dentro de uma mesma classificação: esse amigo não tampa o buraco daquele outro amigo; esse irmão não tampa o buraco daquele outro.

Da mesma forma que você, sim você mesmo, preenche um lugar importante dentro de si. Tem coisas que eu só consigo comigo, tem coisas que só eu posso fazer por mim. E tem horas que só a minha companhia pode fazer bem pra mim.

Talvez você esteja pensando que este texto é o mais der que este blog já publicou, talvez eu até concorde com você, mas ele é importante para dizer que você é único na vida de alguém, do mesmo jeito que alguém é único na sua vida e que você cumpre um papel importantíssimo na sua vida. É a lei. É dessa forma. E eu precisava te contar isso. Sinta-se importante e dê a devida importância para todos aqueles que estão perto de você.


Tristeza, por favor, não vá embora.



Eu tenho a impressão de que vivemos em uma época em que todo mundo é obrigado a ser feliz. Isso mesmo, felicidade tornou-se uma obrigação como andar com cinto de segurança ou escovar os dentes antes de dormir. Se você não está feliz, algo de muito terrível está acontecendo com você e, você, precisa mudar isso imediatamente.

Acalme-se, esse não é um texto de apologia à tristeza, tampouco melancólico como os poetas byronianos. Ele é só a expressão de um pensamento.

Todos nós, humanos, fabricados assim desse jeito, temos uma série de sentimentos que se abrigam em nosso ser. Eles estão lá quietinhos, mas vivem em nós. Um deles é a alegria. Outro, a tristeza. Ora um aparece, ora outro. É naturalmente natural.

Não sei se esse é um fato recente de verdade, mas percebo que as pessoas perderam o direito de ficar triste com algo ruim que lhes aconteceu. Por exemplo, se eu perdi um dinheiro na rua, natural que eu fique triste (e que o outro que encontrou o dinheiro fique alegre). Mas tenho a impressão de que esse direito me foi cortado. Cortado às custas de que necessito postar uma foto feliz, com pessoas felizes, em um lugar feliz, fazendo coisas felizes e, de preferência, comendo algo bem feliz também.

Peraí, cara pálida! Quem foi que disse que, por um determinado momento, eu não posso me sentir triste porque me aconteceu algo triste?! Me parece tão óbvio. Mas todos vêem a tristeza como algo ruim e não como algo necessário. Claro que não dá para pegar na mão dela e trazer para morar debaixo do mesmo teto, mas viver um momento de luto diante de algo que lhe incomoda é natural e saudável. É nesse período (que não deve ser prolongado mais do que ele mereça) que refletimos, digerimos tudo o que aconteceu, percebendo erros e acertos. Aquilo que fica e aquilo que sai.

Querer sentir a dor não é uma loucura, fugir da dor é fugir da própria cura.

Se você estiver se sentindo triste hoje, não se sinta culpado por isso. Sinta-se normal. E sinta a sua tristeza, pode desfrutá-la como você se desfrutaria de uma porção de batata frita. Perceba a riqueza que é encontrar-se nesse momento de reflexão. Só não se prenda a isso como a única alternativa para a sua vida. Lembre-se, ora um ora outro.

Tristeza, por favor vá embora. A minha alma que chora, está vendo o meu fim.Fez do meu coração a sua moradia, já é demais o meu penar.
Quero voltar aquela vida de alegria, quero de novo cantar

Homens, parem com isso.

Ontem fui para a casa do meu namorado caminhando, às vezes faço isso, meu ateliê fica lá e quando acordo disposta faço o trajeto a pé. São uns 20 minutos de caminhada. Durante esse tempo, em média, recebo umas três ou quatro "cantadas". Sim, essas cantadas escrotas que homem adora fazer para qualquer ser que carregue uma vagina e que passe perto dele. Eu não escaparia.

Tenho certeza que este não é um "privilégio" dos meus olhos azuis, mas estou "acostumada" a este comportamento dos homens. Creio que todas as mulheres estão. Dessa vez, ontem, recebi uma só, quase saí ilesa, mas apareceu um velho asqueroso no caminho para deixar o placar em 1 x 0 para os portadores de testículos.

Ontem mesmo, a noite, fui para o curso de pintura. Durante a aula, não me lembro bem como, começamos a falar sobre este tipo de assédio tão comum. Na sala, éramos em quatro mulheres de idades, estilos e tipos físicos diferentes e as quatro relataram as mesmas coisas. 

Hoje, agora mesmo, vi uma reportagem no site do Catraca Livre mostrando em vídeo a reação de namorados ao verem suas namoradas andando pelas ruas enquanto outros homens fazem "elogios" para elas.

Sempre que faço isso de caminhar até o trabalho, penso em escrever, em tornar pública, a minha indignação com esse tipo de situação. Nunca tinha feito, até hoje. Não tenho muito a dizer, até teria, mas prefiro me resumir em uma frase: 

- Homens, parem com isso.

Balanço das metas de 2015

No dia 31 de dezembro do ano passado, eu publiquei um post aqui falando sobre 2015 e sobre o que eu esperava do ano que estava batendo na porta. Como já estamos em junho :O achei que era uma boa hora para sentar e pensar sobre como anda as metas que estabeleci.


1) Não comprar roupas: até agora, esta meta foi 95% cumprida. Exceto pelos uniformes do ballet que precisei comprar (não foi uma opção) e por uma saia. Mas ela foi comprada em um bazar de uma marca famosa aqui de Rio Preto e com fabricação local. Mas também, a ideia era não comprar ou chegar o mais próximo disso.

2) Voltar para o balé: meta cumprida! Mas a semana passada tivemos um problema. Eu faço (ou fazia, não sei) balé na Casa de Cultura aqui da cidade, mas este mês venceu o contrato dos professores e a prefeitura simplesmente não renovou. Ó que joia! Estamos todos sem aula e sem previsão de volta.

3) Praticar exercícios e me alimentar melhor: essa meta é universal, todo mundo faz, haha. Eu não tenho me esforçado muito nesse sentido, confesso. O balé já é um exercício, mas fora isso, raramente faço outra coisa. E quanto a me alimentar melhor, a ansiedade não tem deixado. 

4) Inaugurar minha loja online: meta crumpridíssima! Haha... Se você não sabe, precisa saber, a Pitanga Amarela Store está no ar, de vento em popa. Lá é onde eu vendo os artesanatos que eu produzo, confere só loja.pitangaamarela.com! No menu superior aqui do blog também tem um link de acesso.

5) Viver do que eu amo: esse ainda está engatinhando. A loja está no ar, funcionando, mas ainda não é um projeto sustentável. Isso é normal também, é um processo que caminha devagar, ninguém fica rico (honestamente e sem ganhar na loteria) da noite pro dia, hahaha. Também tenho outros desejos para colocar em prática, a vida é assim, sempre em movimento.

6) Fazer pós-graduação: acho que essa vai ficar para o próximo ano.

7) Fazer o blog prosperar: o blog tem crescido! \o/ Fico muito feliz com isso. Esses dias até tivemos um pico (assustador) de acessos por aqui, mais de 2.000 visitas no dia. Desconfiei que era erro de contagem, mas fiquei feliz assim mesmo, hahaha...

8) Viajar: na verdade, eu não sou muito de viajar, nem sei porque coloquei esta meta. E tudo bem se ela não acontecer como o planejado.


{52x5} Semana 23: Coisas que me incomodam no mundo contemporâneo


Semana 23: Coisas que me incomodam no mundo contemporâneo

1) Inversão de valores: professor é culpado e aluno inocente. Polícia que fez mal, bandido que tem razão. Pai e mãe diz sim, filho que diz não. E outras inversões que estão deixando o mundo ao contrário (e ninguém anda reparando).
2) Divórcios: claro que um casamento infeliz não deve ser sustendo, mas o número absurdo de divórcios me assusta.
4) Prepotência: parece que as pessoas ganharam muitos direitos e nenhum dever, ou então não percebem os deveres que têm. Todo mundo se sente o rei da cocada preta e na verdade não dá conta nem de lavar a própria roupa.
5) Zumbis sem fio: pessoas grudadas nos celulares todas as horas do dia como se aquilo fosse oxigênio. 

Para ver outros posts do Projeto 52x5, clica aqui.

Nós amamos o planeta - blog Um ano sem lixo

Já falei por aqui que eu gosto quando o assunto é sustentabilidade, né?! Tento colocar atitudes sustentáveis no meu dia a dia, como evitar o uso de copos descartáveis (sério, toda vez que preciso, me dói o coração), sacolas plásticas, desperdício de água e energia, reaproveitamentos, compras desnecessárias etc. Lembra que falei no começo do ano que este ano não compraria roupas, porque estava com o armário cheio delas? Lembra não, tudo bem, o post está aqui. Pois então, me mantenho firme e forte no propósito, mas este é assunto para um outro texto.

Hoje mesmo eu vim é falar do blog Um Ano Sem Lixo. Não lembro como conheci, mas achei a ideia genial. A Cristal Muniz, autora do blog, resolveu adaptar sua rotina para que não produzisse lixo ou o menos lixo possível. E ela registra tudo no blog que está cheio de ideias para quem está disposto a mudar hábitos e demonstrar o seu amor pelo planeta.


Três atitudes bem simples que a Cristal tomou e que, na minha opinião, são bem fáceis de se fazer (e todo mundo deveria fazer!):

1) Não comprar nada sem planejamento: isso além de ajudar o planeta, ajuda a vida financeira. Sempre que for comprar algo, pense se precisa daquilo, se não tem em casa etc.

2) Usar reutilizáveis ao invés de descartáveis: sacolas ecobags, copo, guardanapo de pano, talheres etc.

3) Reduzir o desperdício: comida, água, energia etc.


A Cristal já contou que desde que ela tomou essa decisão sua vida não mudou muito e que vem dando certo. Até a gatinha dela, a Nina, já está sustentável, utilizando uma areia especial, que na verdade não é areia é um tipo de serragem que segundo a própria Nina é excelente no resultado.

E, você? O que anda fazendo para contribuir com o futuro do planeta?


Eu sugiro que você visite o blog da Cristal para conhecer mais de perto a rotina dela e, quem sabe/com certeza, adotar alguma/todas as práticas pra sua vida. 

O que é amor?

amor /ô/ v.t.: 1 é fogo que arde sem se ver 2 é ferida que dói e não se sente 3 é um contentamento descontente 4 é dor que desatina sem doer.

Quantas vezes você já pensou em definir a palavra "amor"? E quantas dessas vezes você conseguiu fazer isso, digamos, com êxito? Difícil, não é. E este texto não tem a pretensão de consegui-lo, mas sim, e talvez, de falar sobre. 

O dicionário define amor como substantivo masculino, mas pra mim ele é verbo transitivo. Desses que tem complemento e que quanto mais complemento tiver, mais significado. Amor é trato diário, quer dizer, nem sempre diariamente, mas com certeza regularmente. Também tem aquele amor que vive longe, que não se vê, mas que sempre vibra com um simples toque do pensamento.

Tem gente que acha que amor é coisa de mulher. Eu acho que amor é coisa de todo mundo para todo mundo. De homem pra mulher, de mulher pra homem, de mulher pra mulher, de homem pra homem, de menina pra mulher, de menino pra menina, de homem pra menino, de bicho pra gente, de gente pra bicho, de bicho pra bicho... É fração exponencial (eu não me lembro exatamente o que significa isso, mas este termo me faz pensar em um resultado enorme que tende sempre a crescer). 

Uma palavra que combina muito bem com amor é respeito. Parece até que eles se amam de tanto que andam juntos. E aí eu penso que o amor pode ser bem maior do que este que já falei até aqui. O amor-respeito atravessa fronteiras e gerações. E eu quero que você entenda respeito em todos, todos, os passos deste mundo.



Além disso, o amor é perseverança. Até as mocinhas da novela tem que perseverar no amor, imagina a gente que não tem maquiador particular. Perseverar é a chave para o caminho de um amor que dura muito mais do que se pode crer. Sabe o felizes para sempre? Seria clichê demais dizer que ele não existe. Então, lhe digo, ele existe, mas tira férias de vez em quando.



Este tema foi proposto pelo grupo de blogagem coletiva Rotaroots que promove uma blogosfera unida e com raízes.

Lápis de cor, bicicleta, bombom...

Sabe aquele novo vício que está rolando por aí entre as pessoas adultas e estressadas?


Pois então, hoje eu vim lhe contar que de novo este vício não tem nada e, também, que lápis de cor é viciante mesmo. Não se sinta culpado, caro amigo adulto estressado.


Em 2012, não me lembro bem o porquê, decidi que queria pintar. Imprimi uns desenhos buscados no Google, comprei lápis de cor e comecei a pintar.




Você com certeza já fez isso quando era criança na escola, nem que fosse obrigado você já fez isso. Eu já faço a um tempo, já tenho uma porção deles. O vício já foi maior um dia, confesso, mas ainda de vez em quando eu me arrisco. O problema é que quando começa é difícil parar.

O "causo" é que eu queria dizer para você que, se você não tiver 29,99 para comprar o livro, é só digital no Google "desenhos para colorir" que você vai achar quatrocentrilhões lá. Dá para imprimir em casa e brincar de ser criança. Eu não tenho o livro, mas garanto que isso é tranquilizante de fato.


Fora essas duas opções, nas bancas de revistas, você também acha aqueles livros de criança para colorir. Meus sobrinhos ganharam um almanaque da Mônica essa semana que, ó, tive que me segurar pra não furtar o livro das crianças. 

Essa foi a primeira "obra de arte".


E as outras.



 Sem contar que se você for mãe/pai (ou tia como eu), é uma ótima atividade para fazer com os pequenos. Mas aí já não é mais tão tranquilo assim. Mas é bom também, eu sempre tenho companhias.


Eaí, vamos colorir?


Gema mole ou gema dura?

Neste post aqui contei para você que este ano tem trazido muitas mudanças. Várias realidades com as quais eu não convivia estão fazendo parte da minha rotina. Uma delas é a loja, e você já sabe. Outra delas é que, por causa da loja, eu estou convivendo mais com as crianças aqui de casa: Miguel, Ariel e Gabriel.
 
Trabalhar em casa te traz uma certa flexibilidade de horário, permitindo que coisas aconteçam na sua vida, como ir ao shopping na segunda-feira com sua irmã, porque ela trabalha em outra cidade e lá era feriado. Ou então, buscar as crianças na escola.
 
Bom, quem tem crianças sabe bem sobre a guerra na hora da comida. Particularmente o Gabriel tem um sério problema para comer. E, quase todo dia (ele tem melhorado, verdade seja dita), é preciso soltar aquela ladainha "você tem que comer por que faz bem", "seu corpo precisa de nutrientes", "não separe comida no prato", "você deve comer tudo o que lhe é servido", "você deve agradecer o que tem" e por aí vai.
 
Guarde estas informações.
 
Outra novidade na minha vida é que eu voltei a ser catequista. E dias desses, falávamos sobre como Jesus era porreta (com todo respeito, claro, e não com essas palavras para a crianças, claro de novo). Isso porque, Jesus era um homem que falava e fazia, ele ensinava que devíamos amar os pequenos e ele fez isso, se aproximou de quem era marginalizado.
 
Guarde esta informação também.
 
Eu tento na minha vida me tornar um ser humano melhor, em toda a complexidade que isso pode abranger. E, para mim, viver uma vida verdadeira é o caminho. Enfim, juntemos todas as partes desta história, antes  que você desista dela.
 
Na semana santa, euzinha aqui, decidi que não comeria carne. Um certo dia desta mesma semana, almoçando na casa do namorado, ele se prontificou a fritar um ovo para mim: "Gema mole ou gema dura?". Dura, sempre dura. Gema mole nunca. Ok. Acontece que, quando cheguei a mesa ele disse: "Olha, eu fritei dois ovos e só uma gema ficou dura, a outra não deu certo". Pausa para o pânico.
 
Eu não gosto de gema mole, não dá, não rola, não como. Ou não comia. Eu disse, sem graça, que tudo bem e comecei a comer pelo arroz e feijão. Pensei em explicar que realmente não gosto e que, apesar de estar agradecida com o cuidado, não comeria. Mas desisti. E dei uma garfada na D. Gema Mole que escorreu pelo meu arroz. Pensei de novo em desistir e lembrei de todas as informações do início deste texto.
 
Bem, eu comi tudo o que me foi oferecido, agradeci pelo o que tinha, sofri com a comida que não me agradava e fiquei pensativa naquela história "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".
 
 
ps1.: meu namorado não sabia disso até então.
ps2.: não, eu não pretendo voltar a comer ovo com gema mole.

A buzina e a inversão de valores

Sempre que vejo um absurdo no mundo lembro-me daquela música "o mundo está ao contrário e ninguém reparou". 


Pois é, para mim, a buzina é uma prova da inversão de valores desta sociedade que habitamos. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, a buzina deve ser acionada  para fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes. Em outras palavras, é para ajudar o outro, alertar de um perigo iminente.

Agora, pensa comigo, das várias buzinadas que você ouve no trânsito todo santo dia, quantas, me diga quantas, são para afastar um perigo? Na maioria, é para conseguir que o xingamento chegue aos ouvidos dos outro condutor, coisa que a voz não faria. Ou então, para que o outro olhe para você e, aí então, você possa xingá-lo.

Claro que o trânsito está horrível, insuportável. Mas é aquela velha história, é feito por cada um de nós, e a mudança tem que acontecer em cada um de nós; sem novidades, galera. Se cada um dirigisse do jeito que diz que dirige, era para tudo estar bem melhor, né não.

Voltando à relação entre os valore e a buzina, não esqueci de que coloquei os dois no mesmo balaio. O sinal sonoro que tanto me assusta no trânsito (toda vez que ouço uma buzinada é um gelo no estômago, mesmo que ela não seja para mim) foi feito para ser bom e, no entanto, hoje em dia não tem nada de bom. O mal anda predominando, e todo mundo acreditando que assim está certo. 

Vamos lá, pelo básico: Natal é só presente, sexta-feira santa virou feriado prolongado para ir à praia, Páscoa é chocolate, buzina é xingamento. E por aí vai. Policial morre por bandido e é tudo normal. Bandido que morre é trabalhador. Aluno quebra a escola e está tudo bem. As crianças que decidem como tudo será em casa. Na minha época, quem mandava era mãe e pai; e aí daquele que questionasse. 

Não defendo uma posição unilateral, jamais. Mas defendo que é preciso estabelecer a ordem. Sem ela, jamais chegaremos ao progresso.

Sacrifício de quaresma

Hoje é quarta-feira de cinzas, como todos sabem. Mas ela não serve para curar a ressaca do carnaval até o meio dia, e depois ir trabalhar, ou pelo menos não deveria. Você já deve estar pensando que este papo é para católicos praticantes (ô expressão terrível!), mas eu asseguro a você que não. Este texto é para todos, todos que vivem socialmente.

A quarta-feira de cinzas é uma celebração que inicia o tempo da quaresma que, por sua vez, antecede a Páscoa. Confere? Sim. E, na quaresma, todo mundo aqui já ouviu falar em fazer jejum. Confere? Sim. Mas, como assim fazer jejum? A Igreja Católica recomenda o jejum durante este tempo como uma forma de reflexão e preparação para celebrar a Páscoa (que é a data que lembramos da ressurreição de Jesus). Então, quer dizer que, se eu ficar sem comer carne vermelha toda sexta-feira da quaresma, na Páscoa, já estou joinha e tá tudo certo. Vamos com calma cidadão. É bem esse que eu chamei de sacrifício de quaresma lá no título.

Eu sempre aprendi que o jejum quaresmal deve ser feito com um objetivo concreto. Por exemplo, se eu escolho ficar sem comer algo, o dinheiro que eu gastaria comprando isso, guardarei e ofertarei. Entendeu? Agora, além disso, durante a quaresma, e a qualquer momento da vida, pra quem é católico ou não, você pode escolher se abster de algo. Vou lhe contar uma história, fica bravo não que vai ser rápido, e eu sempre gosto de contar histórias.

O ano passado, no início da quaresma, decidi que faria um jejum diferente. Eu já fiz alguns jejuns, mas nunca concretizei o objetivo que eu disse aí no parágrafo de cima. Já até fiquei sem comer o dia todo na sexta-feira santa, não adiantou nada, porque depois das 3 da tarde, comi um monte de uma vez, sem contar que fiquei o dia todo com dor de estômago. Ponto para a falta de significado. Mas, voltando para a história do ano passado, eu escolhi fazer jejum de reclamar. Yes, baby! Eu reclamava demais e de tudo e sempre. Então, decidi que ficaria 40 dias sem reclamar de nada, nadinha. Foi difícil, fato. No começo, quando percebia, já estava reclamando. Um exercício. Mas consegui. E o mais legal é que eu me desapeguei desta mania. Depois de tempos, percebi que reclamar não era mais um hábito na minha vida. Claro, que às vezes reclamo de algo, antes que você diga "duvido que não". Mas o importante é que isso não me é mais habitual.

Pronto. Fim da história. É o parágrafo mais longo do texto, eu sei. Mas você pode começar a trabalhar a sua preguiça de ler, o que você acha disso?

Independente de religião, ou qualquer coisa assim, todo mundo tem um hábito ruim que precisa dar uma melhorada. Se você é católico repense o que fará durante a quaresma, será que deixar de comer carne, ou qualquer outro alimento, irá de fato preparar seu coração para celebrar o mistério da Páscoa? Se você não é católico, o que acha de repensar algum hábito que não faz bem, nem a você, nem a quem está perto de você?! Talvez doces em excesso, talvez reclamar em excesso, talvez bebidas e cigarros, talvez grosseria ou pessimismo. Já pensou em dizer "por favor e obrigado" sempre?

Tente, sempre é hora de mudar. Às vezes, várias tentativas no mesmo dia.

{Música} Amo nossos cachos

O fato é simples, pode parecer um pouco apelativo, mas cabelo cacheado não é lá tão amado assim. Já ouvi várias pessoas dizerem que não acha bonito! Eu mesma já me rendi a uns procedimentos químicos, nunca fiquei totalmente sem os cachos, mas dei uma, digamos, diminuída no volume deles. Hoje em dia eles estão livres, apesar de ainda haver um pouquinho de química, mas ela sai, ah se sai! Graças a Deus, a moda da chapinha passou e chegaram os blacks. A galera está se assumindo cacheada e sendo feliz.

Falando sobre isso com a minha irmã, ela disse, "ah, mas qual o problema de fazer chapinha, deixa cada um cuidar da sua vida". Fato. Também concordo que cada um tem que cuidar do seu, mas dar vida aos cachos tem mais a ver com auto-aceitação, e isso sim é um problema nesta sociedade. Lá no comecinho do blog, fiz um post (este aqui) que falava sobre isso, sobre a ditadura de ser todo mundo igual, estabelecer-se um padrão e todo mundo tem que estar lá, ou então, não é lá assim tão bonito.


Eu e meus cachos ;)
Vi agorinha este vídeo da campanha da Dove. Ontem quando vi um compartilhamento dele no Facebook não dei muita trela, mas hoje resolvi assistir e me emocionei. Porque não só o amor pelos cachos está envolvido, mas também o amor de família e a aceitação do indivíduo pela sociedade. 

A música desta quinta é Love your curls (em bom português, Amo seus cachos). E eu diria mais, diria ame a si mesmo muito, mas muito mesmo!


Atualizando: Confere lá na fanpage do blog que está rolando umas participações cacheadas pra lá de especiais! :D

Atualizando 2: Aqui estão todas as meninas que cederam o direito de imagem de seus cachos para este post. Um obrigado cacheado para vocês!

Giovana
Eu bebê
Anna Cláudia
Manuela (com direitos cedidos pela mamãe)
Mariele
Fernanda

Tempo amigo

Estava em busca de inspirações para escrever este texto e fui até a primeira mensagem da minha caixa de e-mails, que tenho há um bom tempo. Não encontrei exatamente o que queria, mas encontrei mensagens antigas que eu recebi e que eu enviei. Deu saudade.

Como o tempo passa e as coisas mudam em uma velocidade quase que impossível de acompanhar, só percebemos que estamos mudados quando procuramos lembranças em uma caixa velha (seja real ou virtual). A vida passa, as pessoas passam, os relacionamentos mudam, a vida muda; sonhos e metas são diferentes.

Quando você sai, por qualquer motivo que seja, de um determinado círculo de pessoas, elas deixam de fazer parte de sua rotina e, com o tempo, de sua vida. Depois, você percebe que aquele amigo de trabalho, que já foi parceiro, confidente, mal aparece e você mal vai vê-lo, nem tem mais assunto, né. É normal, assim caminha a humanidade.

Pensando agora nisso tudo, me lembrei daqueles que permanecem na nossa vida. Mesmo com os atropelos, existem os persistentes. Eu tenho alguns que perduram pelos anos a fio, graças a Deus. Dia desses, uma amiga me mandou pelo WhatsApp a foto do bilhete (quase carta) que eu deixei pra ela no dia em que eu saí do trabalho, e ela ficou. Foi emocionante. Continuamos amigas mesmo com o passar dos anos, agora, ela voltou para a sua cidade. Nada muito longe daqui, mas que já dá uma trabalheira maior. Agora começa a perseverança em não desistir daquele que um dia nos fez bem. Ir visitar, convidar para uma visita, trazer para perto um amigo.

As coisas mudam, mas sempre é preciso manter algumas pessoas por perto. E tratá-las bem.



{Foto: Ryan McGuire de Ithaca}

Um recado para 2015

Guardei este post para hoje, porque tenho um recado para 2015:


Comprei esta agenda logo na primeira remessa que a Amanda Mol produziu! E eu estava contando os dias para mostrar no blog, mas me contive e esperei até hoje. 

Pela manhã, preparei a mesa, fiz um chá, peguei umas bolachinhas e fui estrear minha agenda linda e charmosa, me preparando para um 2015 cheio de conquistas e alegrias, com alegria em cada instante.









Já faz tanto tempo que eu uso agenda que não sei mais quanto tempo faz. Preciso anotar! Se não está na agenda, provavelmente vou esquecer. Aliás, este é meu segredo para não esquecer do aniversário de ninguém (claro, que têm aqueles que sei sem precisar da agenda). E esta é uma das provas que 2014 foi um ano muito louco, esqueci (mesmo anotado) o aniversário de um monte de gente.

Preparei minha agenda como alguém que se prepara para uma nova aventura.








Até o Natal de 2015 já está preparado.


Eu também tive ajuda de dois meninos.




Até ganhei um adesivo dos ThunderCats (a troco de um do Pequeno Príncipe, claro).


Junto com minha agenda, veio um planner para metas, sonhos, ideias e viagens em 2015. 


Eu nunca tinha feito uma lista de metas para um ano novo. Mas o ano passado, decidi que começaria a estudar inglês, deu certo. Então, este ano, resolvi que aumentaria a lista de Metas para 2015.



Pois é, pretendo não comprar roupas este ano, não sei se conseguirei, mas no mínimo devo diminuir consideravelmente a quantidade de roupas. Ando um tanto impulsiva. Preciso voltar para o balé, sinto falta. Praticar exercícios e me alimentar melhor: meta universal, vejamos como me sairei. Quero e vou inaugurar uma loja online para vender os produtos Pitanga Amarela e vai ser sucesso #taamarrado! Viver do que amo, fazer pós-graduação, fazer o blog prosperar e viaggiare! <3


E assim, eu desejo com todas as minhas energias um feliz 2015 para mim, para você e para o planeta. Que seja um ano de paz (sem guerras mundo a fora), um ano de conquistas, aventuras, amor, simpatia e empatia, gratidão, reaproveitamento e Amor de Deus. Feliz 2015!
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