Tempo amigo

Estava em busca de inspirações para escrever este texto e fui até a primeira mensagem da minha caixa de e-mails, que tenho há um bom tempo. Não encontrei exatamente o que queria, mas encontrei mensagens antigas que eu recebi e que eu enviei. Deu saudade.

Como o tempo passa e as coisas mudam em uma velocidade quase que impossível de acompanhar, só percebemos que estamos mudados quando procuramos lembranças em uma caixa velha (seja real ou virtual). A vida passa, as pessoas passam, os relacionamentos mudam, a vida muda; sonhos e metas são diferentes.

Quando você sai, por qualquer motivo que seja, de um determinado círculo de pessoas, elas deixam de fazer parte de sua rotina e, com o tempo, de sua vida. Depois, você percebe que aquele amigo de trabalho, que já foi parceiro, confidente, mal aparece e você mal vai vê-lo, nem tem mais assunto, né. É normal, assim caminha a humanidade.

Pensando agora nisso tudo, me lembrei daqueles que permanecem na nossa vida. Mesmo com os atropelos, existem os persistentes. Eu tenho alguns que perduram pelos anos a fio, graças a Deus. Dia desses, uma amiga me mandou pelo WhatsApp a foto do bilhete (quase carta) que eu deixei pra ela no dia em que eu saí do trabalho, e ela ficou. Foi emocionante. Continuamos amigas mesmo com o passar dos anos, agora, ela voltou para a sua cidade. Nada muito longe daqui, mas que já dá uma trabalheira maior. Agora começa a perseverança em não desistir daquele que um dia nos fez bem. Ir visitar, convidar para uma visita, trazer para perto um amigo.

As coisas mudam, mas sempre é preciso manter algumas pessoas por perto. E tratá-las bem.



{Foto: Ryan McGuire de Ithaca}
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